Newsletters estão de volta: por que apostar nelas?

  09/06/2025

As tendências no marketing digital vão e vêm, mas algumas ferramentas retornam com força e mostram que vieram para ficar. É o caso das newsletters: por muito tempo consideradas ultrapassadas, hoje elas voltam ao centro das estratégias de comunicação de empresas, marcas e criadores de conteúdo.

De acordo com a eMarketer, 73% dos profissionais de marketing consideram o e-mail uma ferramenta essencial para os negócios. Já o mercado global de e-mail marketing, avaliado em US$ 7,5 bilhões em 2020, pode chegar a US$ 17,9 bilhões até 2027, com uma taxa de crescimento anual de 13,3%, segundo dados da Grand View Research.

O que é newsletter?

A newsletter é um tipo de boletim informativo enviado por e-mail com periodicidade definida (semanal, quinzenal, mensal), contendo conteúdo relevante, informativo e/ou promocional. O objetivo principal é manter o público engajado e atualizado sobre temas específicos, novidades da marca, tendências ou curadorias de conteúdo.

Embora não haja um marco exato de sua criação, o uso de newsletters se popularizou com o avanço da internet e do e-mail nos anos 1990. Com o tempo, foi ganhando formato mais comercial, até ser engolida pelo crescimento das redes sociais. Mas, ela voltou, e mais forte do que nunca.

Qual a diferença entre newsletter, mala direta e e-mail marketing?

Esses três formatos são comumente confundidos, mas têm objetivos e formatos distintos (leia nosso artigo mais aprofundado):

  • Newsletter: foco em relacionamento e informação. É enviada de forma recorrente, com conteúdos pensados para educar, engajar ou entreter o público, sem a necessidade imediata de venda.

  • Mala direta: tradicionalmente usada no marketing impresso, passou a ser digital. É mais promocional e menos frequente, com foco em uma ação específica.

  • E-mail marketing: formato amplo, que pode abranger tanto campanhas promocionais quanto informativas. Geralmente tem como objetivo final a conversão, seja uma venda, um clique ou um cadastro.

Por que a newsletter voltou com força total?

Com as mudanças nos algoritmos das redes sociais e a queda no alcance orgânico, muitos criadores e marcas perceberam que estavam “alugando” seus públicos em plataformas que não controlam. A newsletter, por outro lado, permite um canal direto, sem intermediários, e com altíssimo potencial de personalização.

Segundo Fabio Soma, estrategista de inovação e CEO da edtech Soma Peruzzo, as newsletters estão se destacando como uma solução ideal, oferecendo uma plataforma onde as empresas podem estabelecer uma comunicação contínua e mais próxima com seus clientes. “As newsletters oferecem uma forma mais confiável e direta de se conectar com o público. Elas permitem que as empresas fujam das incertezas das redes e criem uma base sólida de comunicação, que pode ser personalizada e monitorada com precisão”, explica.

Dados que comprovam esse retorno

  • Segundo a eMarketer, 73% dos profissionais de marketing acreditam que o e-mail é um recurso essencial para os negócios. Além disso, o mercado de e-mail marketing, que estava avaliado em 7,5 bilhões de dólares em 2020, pode atingir 17,9 bilhões até 2027, com um crescimento de 13,3% ao ano, de acordo com a Grand View Research.

  • Uma pesquisa da Litmus revelou que o ROI médio do e-mail marketing é de 36 dólares para cada 1 dólar investido, um dos mais altos entre os canais digitais.

  • No Brasil, o aumento do consumo de newsletters está ligado à busca por curadoria confiável, especialmente em áreas como economia, comportamento, cultura e marketing.

Além disso, plataformas como Substack e Beehiiv vêm impulsionando uma nova geração de criadores de conteúdo via e-mail, com modelos de assinatura e monetização direta.

Substack: a plataforma que revolucionou as newsletters

Se tem uma ferramenta que simboliza o renascimento das newsletters, essa ferramenta é o Substack. Lançada em 2017, a plataforma ganhou notoriedade por permitir que criadores de conteúdo, jornalistas e especialistas publiquem newsletters com facilidade, e ainda monetizem por meio de assinaturas pagas.

  • Modelo de negócios direto ao público: diferente das redes sociais, no Substack o criador fala diretamente com seu público, sem precisar “agradar” algoritmos.

  • Publicação + distribuição em um só lugar: você escreve, publica, envia por e-mail e ainda mantém um site próprio com todos os conteúdos organizados.

  • Planos pagos e gratuitos: o criador pode oferecer conteúdo gratuito e também versões premium para assinantes, ideal para gerar renda com conteúdo de valor.

  • Experiência clean e intuitiva: o foco é no texto e na leitura. Nada de distrações visuais ou excesso de anúncios.

Embora ainda seja mais forte nos EUA, o Substack já tem ganhado espaço entre jornalistas independentes, especialistas de nicho e marcas que buscam um canal editorial próprio, com identidade e autonomia.

Se sua marca tem conteúdo denso, educativo ou de curadoria — e um público disposto a acompanhar você com regularidade — o Substack pode ser uma excelente ferramenta para fortalecer a autoridade da sua empresa ou de líderes dentro do seu time.

Newsletters do LinkedIn

As newsletters do LinkedIn também entram no ranking de preferidas entre profissionais e empresas que desejam fortalecer sua autoridade e manter um canal direto com sua rede de contatos.

A principal vantagem? Distribuição orgânica e notificação direta. Quando alguém se inscreve na sua newsletter no LinkedIn, essa pessoa passa a receber uma notificação sempre que uma nova edição é publicada. Isso aumenta o alcance e o engajamento.

Além disso, é possível escrever em nome da sua página ou perfil pessoal, o que amplia as possibilidades de posicionamento. Os conteúdos ficam públicos na plataforma, o que também ajuda no SEO interno e na construção de reputação. Facilidade de criação e edição: o editor é simples e amigável, e não exige conhecimento técnico. Ainda, a métrica é integrada, ou seja, você acompanha quem abriu, clicou e interagiu com seu conteúdo.

Para marcas B2B, profissionais liberais, consultores e agências, a newsletter do LinkedIn é uma forma de se manter presente na mente do público-alvo, sem depender dos algoritmos das redes tradicionais.

Como utilizar a newsletter como um mote para vendas?

Apesar do seu foco relacional, a newsletter pode (e deve!) ser usada para gerar vendas. Veja como:

  • Conteúdo com valor: quanto mais útil e relevante for sua newsletter, mais chances de gerar confiança e, consequentemente, conversão.

  • Segmentação de público: envie conteúdos diferentes para públicos com interesses distintos. Quanto mais personalizado, melhor o resultado.

  • Links e CTAs: direcione o leitor para páginas de produtos, serviços ou conteúdos que aprofundem o tema abordado.

  • Storytelling da marca: use a newsletter para construir narrativas sobre sua empresa, seus bastidores e seus diferenciais.

  • Ofertas exclusivas: recompensar quem acompanha sua newsletter com descontos e condições especiais aumenta o senso de pertencimento.

Quer colocar sua estratégia de newsletter em prática?

Ao invés de escolher entre newsletter e redes sociais, o ideal é integrar as estratégias. A newsletter pode ser o canal que consolida e aprofunda os conteúdos postados nas redes, e ainda traz o tráfego de volta para onde sua marca tem mais controle: seu site, blog ou e-commerce.

A A21 está pronta para criar uma newsletter para sua empresa, com conteúdo relevante, design atrativo e foco em resultados. Seja para estreitar o relacionamento com o público, reforçar sua marca ou impulsionar as vendas, conte com a gente!

Fale com a A21 e saiba como sua marca pode crescer direto na caixa de entrada dos seus clientes.

Fontes:
O Globo

CNDL

Olhar Digital